Torre do Mago #01: Aquela tal de chuva de idéias
E então você está começando a criar um elemento, aventura, personagem e etc. Você viu um filme, leu um gibi, teve um sonho e quer criar algo em cima de uma ideia, mas está apenas com uma ideia, o que fazer?
Você está em um momento embrionário e nessa etapa não existem limites, não perca tempo pensando ná logica das coisas ou em como tudo deve existir ou funcionar, nesse momento você deve dar asas a sua imaginação.
Junte seus amigos e tudo o mais que lhe vier à cabeça e deixe a chuva acontecer, tudo fluirá cada vez mais naturalmente, aos poucos tudo começa a fazer sentido e quando menos perceber você estará montando outras histórias dentro de suas idéias, por isso nunca descarte nada logo de começo.
Um exemplo de Brainstorm?
Em
The Walking Dead, um policial acorda no meio de uma infestação de zumbis. E agora, o que fazer?
Antes de tudo, não perca tempo tentando explicar como os zumbis surgiram em seu cenário,
George A. Romero nunca se preocupou em explicar e nem por isso suas histórias são ruins, outros autores como em
Resident Evil baseiam suas tramas explicando tudo desde o principio.
Como disse, neste momento inicial apenas jogue todas suas idéias sobre um papel (ou seu PC) e deixe tudo fluir.
Nesse nosso exemplo você já poderia cirar duas áreas diferentes de um cenário: em um deles as pessoas sabem o surgimento dos zumbis e em outro o mistério ainda é uma situação atual e você já terá duas formas diferentes de jogar. Em uma das cidades que está criando existe um grupo de caçadores de criaturas sobrenaturais que tentam salvar a humanidade e no outro o caos está devastando o mundo.
Apenas crie e mais tarde uniremos os pontos e falaremos de como e onde buscar referências, principalmete quando você dá aquela travada e não consegue pensar mais em como evoluir o que está criando.
E podemos utilizar esse mesmo processo em quaisquer tipos de cenários, em uma cidade de Fantasia medieval você pode criar varias classes de zumbis, como: guerreiros, magos e até um líder que pode ser um Lich ou um Mago necromante humano. E por ai vai.
No filme
Eu sou a lenda os seres humanos se tornaram criaturas, algo entre zumbis e uma raça doente/alterada, possuem certa organização e até algumas características bem distintas dos zumbis convencionais, em
Extermínio as formas de contágio são bem peculiares também, mas falaremos de fontes de referência mais pra frente, o foco aqui é não ter medo de criar, inventar caminhos, histórias e tudo o que desejar. Depois você organiza, arruma, corrige, limpa, modifica e faz o que quiser.
Então, tudo isso é uma viagem sem fim?
Sim, nesse momento a ideia é criar o máximo que conseguir, deixar as ideias fluirem para ampliar suas criações, seus cenários, elementos e etc.
Façam o mesmo com suas dúvidas, elas serão respondidas em uma outra etapa, não brigue com seus amigos (ou quem quer que esteja colaborando com idéias) por uma sugestão estúpida porque ela pode virar a salvação em algum ponto mais pra frente.
Vamos compartilhando essas experiências.
Na proxima coluna falaremos mais de referências bibliográficas, onde buscá-las, como juntar tudo e porque elas são importantes.
RPGerista multi-classe de tendência desconhecida, porteiro da Torre do Mago e aprendiz de escriba (Epic) Level 1. Escreve (ou escrevia) a coluna
Baú de Elementos e ainda insiste em algumas experiências de resultados duvidosos. Formado em comunicação digital, é editor do site da
A4A, mantém o blog pessoal
Pano de Fundo e o Twitter
@bperes [/Box]
• Em 30 de Agosto de de 2011 às 20:09