Phantasia RPG é um sistema de regras para jogos do tipo role playing game, também conhecidos como RPG. O sistema prima pela agilidade sem a perda do realismo ou da profundidade de enredo. O sistema de regras busca em suma tratar de uma ambientação diferenciada e sua proposta é a de mostrar que jogos com maior ênfase a interpretação também podem ser bons e emocionantes.
Seu cenário básico é o da Grécia antiga, todavia nada impede de se jogar em outras épocas similares, pois suas regras são facilmente adaptáveis.
Além de buscar a promoção do RPG como hobby, também há a busca da promoção pelo gosto da leitura, sendo que seu material é embasado em obras clássicas de pensadores Gregos e Romanos, tais como: Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca e outros. Uma das maiores preocupações é a de oferecer um entretenimento sadio e de fomento ao aprendizado, mesmo que isso demande um certo período de tempo.
Nosso mote é: Qualidade ao invés de quantidade, mesmo que isso leve MUITO tempo.
Embora nossas publicações levem tempo para serem postas na internet para apreciação pública, sempre buscamos oferecer o melhor material possível, não apenas do ponto de vista do jogo, mas trazendo textos bem escritos e instigantes para a imaginação.
Uma prévia do Livro Básico de Phantasia RPG:
Nasce uma grande alma - Construção de personagens
Em um distante lugar, tão longe quanto o grande rio oceano pode nos levar e além do alcance de qualquer visão, um importante fato acontecia. Numa pira funerária estava o corpo de um valoroso homem, com seu bracelete de casamento em seu pulso e com seu machado posto ao seu lado. Sua jovem esposa resignava-se e não se permitia chorar, afinal seu esposo havia morrido em batalha e não havia motivos para tal, porém uma lágrima rolou de seus olhos verdes como o azevinho e molhou sua face.
Vermelho era a cor dos cabelos da maioria dos que velavam o nobre homem e esta foi a cor que tomou o lugar após acenderem a pira quando terminaram-se os ritos. O sacerdote acendeu a pira e, enquanto esta ardia em chamas, todos os presentes desejavam que sua alma fosse bem acolhida pelos deuses.
Da combustão do corpo uma negra fumaça surgia e esta subia aos céus levando consigo o espírito do defunto. Não era a única a subir naquele dia e, como todas as outras, foi pega por Caronte e guiada até a presença dos juízes do tempo. Lá foi acusado; ouvido; julgado e sentenciado, tendo uma recompensa proporcional e do mesmo teor de suas ações em vida, porém se sofreu ou delas gozou não nos cabe saber.
Findada sua recompensa, novamente o barqueiro das almas guiou-os para outro lugar, em seu barco feito de lágrimas; lamentos e ossos. Após uma longa viagem todas as almas, inclusive a do jovem guerreiro, chegaram a uma verdejante e imensa planície onde deveriam aguardar o tempo que fosse necessário até a chegada do profeta das parcas. Enquanto esperavam todas as almas conversavam e trocavam experiências, alguns contavam suas histórias enquanto outros questionavam o porquê de lá estarem. Galahad tratou de conhecer outras almas também e, mesmo tendo sido acostumado a viajar com seus companheiros em excursões de verão e ter visto inúmeras terras em vida, impressionou-se com a quantidade de almas e também a enorme diversidade de origens das mesmas.
Muito tempo se passou até que o profeta chegasse e comunicasse o início de mais uma era de morte para a raça humana. Instruiu a todos que seguissem as ordens de Caronte e este os enfileirou segundo suas virtudes ou desvirtudes em vida, sendo o melhor o primeiro e o pior o último.
Enfileiradas, então, todas as almas foram até o poço das almas e neste deveriam escolher um modelo de vida entre todos os inúmeros tipos disponíveis. Quando o primeiro da fila ia escolher, o profeta a todos aconselhou com as seguintes palavras: ' Nem o primeiro deixe de escolher com sabedoria e nem o último com coragem. A virtude não tem senhor, cada um a terá em maior ou menor grau conforme a honrar ou desonrar '.
Ditas tais palavras ele se foi e deixou que continuassem com seus caminhos e escolhas. Alguns escolheram vidas totalmente diversas da anterior, outros, porém, buscavam as mais similares, e sempre com embasamento nas experiências e lembranças da vida anterior para formar sua opinião no momento de escolher. Alguns escolhiam o modelo da próxima vida de forma irresponsável e depois, quase sempre, estes se arrependiam por não terem aproveitado melhor a oportunidade oferecida, ao passo que outros, mesmo sendo os últimos, escolhiam e aproveitavam ao máximo o pouco que sobrava e acabavam por conseguir um modelo não tão ruim quanto esperavam para sua posição na fila e ficavam renovados em esperanças para enfrentar uma nova era e, quem sabe, voltarem para lá melhores do que antes.
Findadas as escolhas todos eram novamente reunidos, mas agora iam para a presença das parcas para que se iniciasse o processo que tornava irreversível o que fora escolhido. As parcas eram três: Laquésis; Clotos e Átropos. Cada uma das três irmãs tinha uma função diferente, porém todas envolvidas na criação de mais um fio do destino de uma nova vida. Sob a mão de Laquésis a alma recebia uma dos sete gênios, para que este o provasse e fizesse seu caráter ser testado. O gênio designado, então, guiava a alma para o lado de Clotos para que esta ratificasse o escolhido, tornando, então, a decisão irretratável. Por fim a alma concluía indo até Átropos para que esta completasse mais um fio de destino.
Conforme as almas iam passando pelo processo eram logo mandadas a andarem até a margem de um rio próximo dali. Enquanto caminhavam até esse rio, sentiam calor e uma insuportável sufocação, a sensação de sede era imensa. Logo que chegavam à margem quase sempre bebiam daquela água, e, à medida que dela bebiam, ia perdendo suas memórias
passadas até que nada mais restasse em suas mentes e vissem a dormir profundamente. Os que não bebiam de tal água, por temerem o pior ou simplesmente não estarem com sede, eram forçados a isso.
Forçados ou não, felizes ou não, todos dormiam as margens do rio até o momento em que um forte trovão rasgou o céu e a terra daquele lugar, fazendo, assim, a todos descerem ao mundo dos homens, como estrelas cadentes, para cumprirem seus novos destinos de suas novas vidas.
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