Dungeons & Dragons
O que esperar da 5a Edição de Dungeons & Dragons?
Conheça um pouco da história do RPG mais vendido até hoje
• Por Tay Chetta em 06 de Fevereiro de 2012
• Esta matéria tem 17 comentários!

No primeiro mês do “último ano da nossa civilização”, a empresa Wizards of the Coast anunciou uma das notícias que mais poderia repercutir no mundo do RPG Narrativo. O aclamado Dungeons & Dragons, conhecido como o primeiro RPG inventado, lançado pela primeira vez nos anos 70, terá sua 5ª edição oficial em 2013.

 
Especialistas, fãs, mestres, jogadores e blogueiros já começaram a discutir o tema que não é de simples solução. Vamos fazer uma breve análise histórica destes 38 anos de vida do RPG mais vendido até hoje, para que fique claro o que exatamente está em jogo neste momento.
 
 
O D&D surgiu como um desdobramento dos jogos de miniaturas (wargames), e trazia regras baseadas no Chainmail. Sua primeira edição, lançada em 1974 pela empresa TSR, foi desenvolvida por Gary Gygax e Dave Arneson, trazendo um novíssimo conceito de jogo, com um mestre (ou narrador) que atua como contador de histórias e juiz ao mesmo tempo.
 
  
    
 
 
 
Três anos mais tarde do primeiro lançamento as regras foram revistas, ampliadas e melhoradas, trazendo para o público o que representava uma evolução do primeiro lançamento. As duas versões continuaram sendo publicadas, a mais simples com o nome tradicional de Dungeons & Dragons (D&D) e a mais complexa como Advanced Dungeons & Dragons (AD&D). Por ser o primeiro livro de grande parte dos jogadores, o Advanced Dungeons and Dragons acabou ficando conhecido como a 1ª Edição do D&D. 
 
 
Em 1989, após grande sucesso e vida longa do AD&D 1ª Edição, foi lançado o AD&D 2ª Edição. Novas regras, outros monstros, novas propostas. Felicidade para alguns, desgosto para outros. A partir dessa edição as opiniões começam a divergir sobre qual edição é melhor. Parece ser que uma pequena guerra de opiniões e gostos vem se travando, desde então, na busca pelo sistema ideal dentro do cenário de fantasia medieval. Contrabalançar o realismo, o senso de justiça e a liberdade para interpretação não tem sido uma tarefa fácil para a equipe de desenvolvedores.
 
 
Cerca de uma década depois, alguns fatos importantes acontecem. Em 1997 a Wizards of the Coast, empresa em crescimento após o sucesso de Magic: The Gathering, comprou a falida TSR. Dois anos mais tarde a Hasbro, segunda maior empresa do mundo no ramo de fabricação de brinquedos e jogos, comprou a Wizards of the Coast, ficando assim, detentora do D&D.
No ano de 2000, com combustível renovado, novos projetos vieram à tona e foi lançada então a 3ª Edição do Dungeons & Dragons. A versão “Advanced” foi suprimida do mercado, dando lugar a uma 3ª Edição sólida, com novas regras e mudanças imporantes. Invevitavelmente os gostos se separaram mais uma vez. Alguns fãs continuaram a jogar o AD&D, enquanto milhares de novos jogadores aderiram ao que se pode dizer, bem sucedido D&D 3ª Edição.
 
 
Dos novos donos do D&D surgiu uma nova estratégia de mercado. A licença sobre o fundamento das regras do sistema, conhecido como D20, foi aberta. Qualquer pessoa ou empresa poderia lançar o seu próprio RPG baseado no sistema D20. Isso fez com que nos anos subseqüentes centenas de livros fossem lançados com variações em maior ou menos escala do D&D.
 
Em 2003, apenas 3 anos depois, foi lançada uma revisão da terceira edição, conhecida como D&D 3.5 . Essa versão do RPG causou certa irritação, pois melhorava um pouco as regras, mas obrigava aos jogadores comprar novamente os livros. Visivelmente a Wizards of the Coast foi adotando medidas cada vez mais comerciais. De qualquer maneira, o D&D 3.5, com certeza, foi a última edição que obteve o respeito geral da comunidade RPGista, refletindo-se ainda nas vendas.
 
 
Em 2008 foi lançada nos EUA a versão que encontramos hoje nas lojas, o D&D 4ª Edição. Considerada mercadologicamente e RPGisticamente um fracasso, alguns prefeririam utilizar a palavra catástrofe. O sistema ficou justo, equilibrado, tal qual um videogame. No mundo da imaginação, da fantasia e da livre interpretação havia regras que impediam os jogadores de serem os personagens que desejavam ser em suas mentes. O sistema ficou bom, “desde que houvesse um bom mestre, com bom discernimento, para adaptá-lo”.
 
 
O Pathfinder, uma edição revisada do D&D 3.5, valendo-se da licença aberta do sistema D20, ganhou os mercados através da empresa Paizo; esta que poucos anos antes era licenciada da própria Wizards of the Coast. O Pathfinder entrou na briga para ganhar, com um golpe de gênio diante de uma rainha perdida, tal qual um jogo de xadrez. A Paizo conseguiu ficar dentro dos conformes legais, ficando com os direitos de um D&D 3.75, que não pode ser falado em voz alta... mas que terminou por ser considerado o RPG mais vendido da atualidade.
 
 
É graças a toda essa história que a notícia de um D&D 5ª Edição (este é o nome que está sendo falado no momento, mas não é oficial) causa grande expectativa. A notícia veio à tona através do próprio New York Times, seguido do site da Wizards. A proposta que a empresa traz é interessante. Parece ser notoriamente uma volta atrás. Querem reunir todos os gostos, utilizar jogadores para testes, atender às necessidades dos fãs. Obviamente agradar a todos não é coisa fácil, alguns diriam até: impossível. 
 
Certamente a intenção da Wizards of the Coast é fazer com que os fãs da "Edição Zero", do AD&D, da , da , da  3.5 e da  edição se reúnam novamente frente a um D&D inovador, mas que traz os benefícios das antigas versões. A missão não é fácil, nada fácil. As notícias sobre o desenvolvimento acontecerão no decorrer de 2012, para que em 2013, se tudo correr bem, tenhamos a nova versão.
 
E você, o que acha que deveria ter no D&D 5ª Edição para que ele se tornasse um sucesso?
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gaburieru ] 
• Em 06 de Fevereiro de de 2012 às 20:12
Bem bacana, o contexto histórico do D&D. Apesar de nunca ter lido nenhum livro sobre tal, é um dos jogos que mais anseio jogar.  *_*
4ng3llu2 ] 
• Em 06 de Fevereiro de de 2012 às 23:46
Perante algums das informaçoes passados por este relato me veio uma grande sede de conhecimento e curiosidade. Pois ja conheço o sistema a muitos anos e tenho apreço por ele. Concodo plenamente que a 4ed ficou de forma a ser agradavel se somente houver um bom mestre para adapta-ló, usar todas as regras fica tedioso, o q ue mais gostei da 4ed foi os poderes pois isso deu agilidade aos combates. Mas sempre fica faltando algumas cosas das antigas versoes por haver fatores marcantes para muitos jogadores. O que mais me deixa curioso é se nao vai ter problema entre cenarios, pois um exemplo que posso citar é tipo ravenloft 4ed, as raças sao tao engrenhadas nos contextos que se voce odiar alguma delas nao conseguiria tiralá sem afetar as interaçoes de todo o cenario. Mas espero ancioso para mais informaçoes desta 5ed e se houver vaga para jogador teste nao deixe de me avisar pois eu topo. nada como ver meu nome na lista de jogadores da fase teste de um sistema tao reconhecido
giovanetti ] 
• Em 07 de Fevereiro de de 2012 às 00:55
Essa noticia realmente me deixou sem palavras!

Eu sinceramente gostei muito da 4.0, Você realmente sente-se em um jogo, tantas opções e facilidade pra começar a jogar como se fosse pegar o controle pra jogar video-game mesmo. os poderes totalmente individualizados para cada classe nos fez sentir únicos e especiais. (antigamente arcanistas tinham mesmos poderes sendo de classe diferente) E o mais interessante é saber que não importa se seu melhor atributo é carisma ou força, você vai saber utiliza-lo da melhor forma dentro de uma batalha, sendo igualmente capaz de desferir um golpe mortal, bem no estilo "cavaleiros do zodiaco" A mecanica de batalha melhorou d  e os poderes ficaram muito mais organizados também...

Mas também sei que deixou muito a desejar. perícias ficaram abrangentes demais e perdeu-se a CARACTERISTICA DE CADA CLASSE, como "atuação" do bardo ou "domar animais" do ranger.
Do mesmo modo, um bruxo ou um feiticeiro de nada se diferem na hora de bater, apenas muda o nome dos poderes e os efeitos. virou video-game d  para quem gostava daqueles aspectos "essencias para o grupo" vindos de cada classe,  como um druida para controlar os animais, um clerigo pra colocar uma legiao de mortos-vivos pra fritar, ou o ladino para acabar com as armadilhas do cenário.

De qualquer forma AINDA É CEDO para lançar uma "5° ediçao".  A 4° ediçao é tao recente que nem mesmo foram lançados todos os "livros do jogador" traduzidos para nós brasileiros. Uma noticia dessas faz os que já compraram os primeiros livros se sentirem um lixo por gastar dinheiro com uma coleção que já é "desatualizada" antes mesmo de se completar. E que além disso dá um sentimento que o 4.0 que fizeram é uma merda, caso contrario não estariam reformulando!

Se fazer a 4° edição já criou reviravolta nos jogadores, pra que faze-los se adaptarem à novas regras tudo de novo???
max123 ] 
• Em 07 de Fevereiro de de 2012 às 21:13
Era de se esperar, vindo da Wizard. A 5ª edição de fato deveria vir mais tarde, a 4ª ainda está fresquinha - com aqueles probleminhas que já conhecemos - mas em todo caso espero que as decepções e críticas negativas sejam anuladas nessa nova versão, e essa missão realmente é impossível, Wizard, mas fiquemos na espera... Quem sabe vem algo de "inovador".
esqueciasenha ] 
• Em 08 de Fevereiro de de 2012 às 00:49
Minha nossa Gaburieru, você nunca jogou D&D? É um dos requisitos básicos para ser chamado de rpgista.
gaburieru ] 
• Em 08 de Fevereiro de de 2012 às 00:59
Nunca joguei D&D, Vampiro ou qualquer outro RPG famoso por aí. Kkkk"
Se for um requisito para ser chamado de RPGísta. . . Eu pulei este requisito. = P
Eu normalmente jogo sistemas próprios. Aprecio bastante a criação própria e tenho uma extrema preguiça para ler livros longos e tal. Rsrs"
wwmoraes ] 
• Em 08 de Fevereiro de de 2012 às 23:11
Concordo com o [AN] Vic%u03C4%u03B5%u044Fo%u0438. Apesar da 4E me decepcionar profundamente, a 3.5 me introduziu no mundo do RPG. Por ser um sistema mais "hack"n"slash" - notem que eu gosto do D&D em si, mas convenhamos que não estou falando mentira - a aceitação tende a ser alta. A 4E reforça isto, e eu aposto minhas fichinhas que esta edição, pelo seu apelo "MMOístico" e curta vida, veio para abocanhar mais jogadores.

Só espero que a WotC honre o foco anunciado em retornar as raízes do sistema ao invés de tornar esta promessa uma falácia.

Agora Gabu, @*#$*@#$, vai jogar 1 partida de D&D!!! E de quebra uma de Vampiro (A Máscara por favor).
gaburieru ] 
• Em 08 de Fevereiro de de 2012 às 23:20
Rsrsrs". . .
Pode deixar que um dia eu jogarei. Mas enquanto este dia não chega, vou continuando com os Sistemas Próprios. Rsrs"
ygor95 ] 
• Em 12 de Fevereiro de de 2012 às 00:49
Comecei a jogar D&D agora,mas só que em mesa.  Devo dizer que é muito diferente do que imaginava,passei a gostar de medieval. (=
dschoste18 ] 
• Em 23 de Fevereiro de de 2012 às 15:17
Eu jogo D&D tem 3 anos, com a mesma galera, mais com desafios mais empolgantes a cada dia.

Eu não tenho vontade alguma de parar de jogar D&D, muito pelo contrário, quero jogar D&D por um bom tempo, se reunir com a galera, e jogar, nem que seja uma vez na semana. Bom demais, recomendo a qualquer rpgista !
overfire ] 
• Em 01 de Março de de 2012 às 13:40
ja joguei AD&D 2 ediçao e D&D 3.0 , 3.5 e 4.0 , a variação é facilmente perceptivel e posso dizer , ainda é muito cedo pra começar alguma pauta de discussão. Vamos esperar mais um pouco para ver.
obardo ] 
• Em 02 de Março de de 2012 às 00:15
Bem tive o prazer de jogar algumas partidas e compreender as diferentes diferenças de todos esses sistemas (do Chainmail ao AD&D 3ª Edição a experiência é teórica). Então eu posso dizer que essa promessa é difícil de cumprir, não impossível. O que mais me intriga é a resistência dos jogadores das antigas escolas com a ideia de 4ª edição, eu pessoalmente acho ela linda, lembra Chainmail, a simplicidade lembra o AD&D, e etc. O Sr. Giovanetti, fez um comentário completo sobre a 4ª edição. Bem eu digo que um pouco de versatilidade você pode tornar os poderes diferentes, criar novos poderes baseados nas magicas das edições antigas. E explicando uma coisa que notei que ninguém sabe é que a Wizards of the Coast anunciou tão cedo porque o trabalho para unir todos os sistemas é demorado e em meia década eles publicam os livros impressos. Joguem RPG, porque é Bom.
obardo ] 
• Em 02 de Março de de 2012 às 00:15
Bem tive o prazer de jogar algumas partidas e compreender as diferentes diferenças de todos esses sistemas (do Chainmail ao AD&D 3ª Edição a experiência é teórica). Então eu posso dizer que essa promessa é difícil de cumprir, não impossível. O que mais me intriga é a resistência dos jogadores das antigas escolas com a ideia de 4ª edição, eu pessoalmente acho ela linda, lembra Chainmail, a simplicidade lembra o AD&D, e etc. O Sr. Giovanetti, fez um comentário completo sobre a 4ª edição. Bem eu digo que um pouco de versatilidade você pode tornar os poderes diferentes, criar novos poderes baseados nas magicas das edições antigas. E explicando uma coisa que notei que ninguém sabe é que a Wizards of the Coast anunciou tão cedo porque o trabalho para unir todos os sistemas é demorado e em meia década eles publicam os livros impressos. Joguem RPG, porque é Bom.
titanique ] 
• Em 23 de Março de de 2012 às 22:18
isso   e di mais
mythran ] 
• Em 09 de Abril de de 2012 às 13:14
Jogo e narro rpg a 14 anos, e atualmente meu grupo joga o sistema Pathfinder para subsitituir o D&D 4º edição. 
E, posso dizer tranquilamente que Pathfinder é o melhor e mais completo sistema de D&D feito até hoje.
aefm ] 
• Em 25 de Abril de de 2012 às 11:19
Sou o que se pode chamar de jogador veterano. 
Jogo desde a primeira edição do D&d e acompanhei a evolução do jogo em todos os momentos. Fiquei um pouco afastado depois da 3.0, que cheguei a mestrar algumas vezes.

Voltei agora e fiquei um pouco deslocado com essa nova versão. Realmente está ainda mais Hack n" Slash que a anterior, mas se formos levar em consideração os primórdios do D&d, nada mais foi do que uma volta às origens, já que a primeira edição era tão fechada em seu sistema de classes como é agora na 4ª. A questão dos poderes realmente ajudou bastante a diversificar e a individualizar os personagens.

Essa questão da interpretação do jogo, sempre foi a parte mais trabalhosa do D&d, diferente de outros sistemas como o do mundo das trevas por exemplo, e como antes, cabe a um bom mestre ambientar o cenário de maneira mais verossímil e adequada a seu jogo.
aurin ] 
• Em 26 de Agosto de de 2012 às 14:50
melhor sistema \o/
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