Embora ainda seja bastante difícil, hoje em dia está cada vez mais comum crianças das mais variadas idades terem um contato precoce com o mundo rpgístico. Em outras palavras, atualmente existem crianças que começam a aprender sobre RPG desde pequenos, por influência, na maior parte das vezes, de familiares adolescentes ou adultos que já fazem parte desse meio.
Mediante este fato, segue abaixo, uma pequena “ilustração” literária de uma estória cômica, baseada nesse fato que vem tornando-se mais comum a cada dia:
O pequeno Cauã, de apenas 9 anos de idade, desde seus 5 anos já vinha tendo contado com RPG de Mesa, sob influência de seu irmão Bruno, de 19 anos, que sempre realizou jogos medievais em sua casa, com o grupo de RPG no qual o mesmo faz parte e é o narrador.
Numa dessas jogatinas na casa de Bruno, um de seus jogadores escolheu a classe medieval Bardo, a qual despertou grande interesse em Cauã, que como de costume, sempre dava um jeito de espiar as sessões. E o que mais chamou sua atenção, foi o fato do personagem do amigo de seu irmão estar lutando com instrumentos musicais mágicos e em outras ocasiões, agradando o público nas ruas com suas melodias. O que colidia com seu contundente interesse em música.
Após todos irem embora e a sessão ser encerrada, Cauã foi pedir explicações à seu irmão, querendo saber como funcionava a classe em questão e porquê de seus representantes usarem a música como “arma”.
Já cansado do dia e de tanto ter narrado para seus amigos, Bruno secamente respondeu, dando uma explicação resumida do que seu irmão queria saber: “Os Bardos eram artistas musicais que faziam seus pequenos shows nas ruas, aberto e gratuitamente ao público. Por causa desse gesto bondoso e que proporcionava alegria às pessoas da época, os deuses antigos os agraciaram com o dom da magia, encantando e tornando seus instrumentos em instrumentos musicais mágicos. Agora vá dormir, Cauã.”
Em primeiro momento o garoto não entendeu bem, mas como notou o tom de voz seco de seu irmão, apenas disse-o que havia entendido. Então ambos foram dormir e Cauã não voltou a tocar no assunto.
Após o ocorrido o tempo passou... E num certo dia, caminhando com seus pais e seu irmão Bruno, numa das ruas bastante movimentadas do centro de São Paulo, Cauã avistou dois repentistas fazendo suas rimas e tocando seus instrumentos, rodeados pelo aglomerado de pessoas que os ouviam e riam de suas frases cantadas.
Cauã se aproximou da multidão e puxou seus pais e irmão para junto de si, enquanto sorria e escutava os cantores, encantado-se com aquele momento que para ele, era único e inédito. Vendo a felicidade de Cauã, os pais do mesmo apenas ouviam a música e riam com o garoto. Paralelamente ao momento de alegria, seu irmão Bruno, que não gostava muito do gênero musical que os repentistas tocavam, questionou seu irmão, que não parava de expressar sua alegria: “O que foi, Cauã? Vamos logo embora, depois você vê isso.”
Sem entender muito, Cauã ainda sorridente olhou Bruno e disse: “Você não vê, irmão? Achei dois Bardos!”
De imediato, Bruno lembrou do dia em que deu a explicação para seu irmão do que seriam os Bardos; abriu um largo sorriso, acompanhado do som de sua risada e passando a mão sobre a cabeça de Cauã, concluiu: “Sim, Cauã... Esses são Caju e Castanha: Os Bardos Contemporâneos”
E mesmo não gostando do gênero musical em questão, pela inocência de seu irmão, Bruno terminou de ver a apresentação dos músicos com seus pais e Cauã, que ainda ouvia-os feliz e sorridentemente.
Muito bom, parabéns mesmo. Eu só tive meu primeiro contato com rpg com 8 ou 9 anos, quem sabe um dia o Cauã vire um rpgista ;D
Muito obrigado à todos! É, quem sabe um dia o Cauã vire um RPGísta promissor, Vinicius. Rsrs"
Gostei muito! Seus contos de "vida real" são inovadores e muito divertidos, Gaburieru! Além do formato do texto ter ficado bem mais agradável aos olhos com menos parágrafos e linhas maiores. Parabéns!
Muito grato, Cafieiro. Elogios são sempre bem vindos e motivadores, embora ainda tenho muito o que melhorar.
• Em 03 de Agosto de de 2012 às 20:17