
Existe aquela frase: “Grandes clássicos não precisam ser tocados” e o filme The Karate Kid, lançado em 1984 provou esta tese. Apesar de ter nascido em 1987 e assistido em meados de 1995-1996 na seção da tarde, pela TV Globo. O filme é um marco na infância dos marmanjos que hoje possuem de 25 a 40 anos. Lembro que na minha cidade abriram várias academias de Karatê e até outras artes marciais, porque foram influenciados e motivados pelo filme. Infelizmente, não entrei na onda. Fiquei em casa jogando meu Super Mario Bros 3.
Esta semana consegui a oportunidade de assistir o tão polêmico The Karate Kid (2010). A versão ousada e renovada de Daniel San (Ralph Macchio) e Mestre Miyagi (Noriyuki “Pat” Morita) fora interpretada por Dre (Jaden Smith) e Jackie Chan (Senhor Han).
De cara o cenário escolhido foi a China que a princípio demonstrou total fracasso na questão do nome “The Karate Kid”, porque a China utiliza-se o Kung Fu a principal arte marcial. Durante as jornadas do protagonista é possível vislumbrar cenários turísticos da China, que foi um ponto positivo na questão de publicidade e marketing. O engraçado em que todo filme Hollywoodiano todos os estrangeiros falam inglês. Apesar de ter algumas cenas que demonstram diálogos de mandarim, o filme demonstra ser mais norte-americano que asiático.
Dre sofre buylling por Cheng e sua gangue de delinqüentes, porque o protagonista estava “próximo” de uma garota chamada Mei Ying. Depois de vários ataques, no último deles na porta do hotel onde hospeda, Dre foi salvo pelo Senhor Han que deu uma lição nos valentões. Impressionado, Dre deseja aprender o Kung Fu para dar porrada! O Senhor Han diz que Kung Fu não foi feito para isto e então começa a desencadear uma série de frases motivacionais e bem bacanas durante o desenrolar da trama.
O filme agrega valores fiéis à China, como a cultura musical do violino, valores familiares e dignidade, culinária típica, dentre outros. Mas o mais importante de tudo neste filme é como foi o treinamento de Dre para qualificar-se no torneio, proposto entre o mestre de Cheng e o Mestre Han. O treinamento a princípio foi monótono e lento, mas que depois em uma série rápida de cenas e uma trilha sonora bacana percebeu-se a desenvoltura do personagem na arte marcial.
Jaden Smith soube atuar bem como comediante. A expressão de seu sorriso e outros gingados lembra as atuações de seu pai (Will Smith) em séries e filmes. Jackie Chan ficou apagado, até é estranho ver o grandalhão chorar. Foi à primeira vez em 15 filmes que vejo o Jackie Chan lacrimejar. A história envolveu-se de tal forma que fez acender a vontade de ver até o final.
A melhor batalha é aquela que evitamos! – Senhor Han
Não sobraram escolhas a não ser lutar. Lutar e demonstrar a força. Porque “a vida nos derruba, mas escolhemos se queremos levantar ou não”. Dre ergueu-se mesmo debilitado e demonstrou através de um golpe totalmente diferente do golpe da garça do Daniel San que realmente para a China evitar uma batalha é lutar, com dignidade.
Recomendo a aqueles que não assistiram a trilogia do Karatê Kid (1984, 1986 e 1989 – que foi o pior dos 3 filmes) que assistam. É um filme, assim como este uma lição de vida. Lógico que devemos desconsiderar o fato que o diretor responsável pela nova versão de Karatê Kid teve como seu último trabalho o filme A Pantera Cor de Rosa 2.
Abraços e até a próxima!
• Em 20 de Julho de de 2011 às 21:04